segunda-feira, setembro 26, 2005
domingo, agosto 28, 2005
Bom exemplo

O coitado do instrutor tinha que estacionar o carro da auto escola. Deu ré, não olhou para trás e invadiu a calçada. E bem em frente à auto escola onde trabalha! Delito comprovado, o que fez o dono da empresa? Tirou uma foto e usou-a num texto publicitário, disfarçado de matéria. (A foto não mostra, mas à esquerda há um ponto de ônibus. Ou seja, nem que conseguisse, o instrutor não poderia deixar o carro lá!)
quarta-feira, agosto 24, 2005
Segurança à brasileira

Vermelho é um símbolo mundial. Sinaliza perigo, alerta, atenção. Pensando nisso, o esperto condutor da pick-up ao lado não teve dúvidas: amarrou, na extremidade dos tubos que levava (e que excediam o tamanho do carro), uma embalagem vazia de Colgate. Tudo bem que a caixa era verde piscina. O importante é que o logotipo da Colgate tem fundo vermelho. Fico pensando em todos esses países ricos e suas normas de segurança caras e idiotas. Como somos espertos.
segunda-feira, agosto 22, 2005
quarta-feira, agosto 10, 2005
É simplesmente um luxo
Menu especial
segunda-feira, agosto 08, 2005
Erro de física
sexta-feira, agosto 05, 2005
Cópia barata

Dizem que o Brasil é uma nação de iletrados e inumerados. Mas as provas em contrário estão aí, como na foto ao lado. Pense rápido: o generoso comerciante da loja de xerox cobra (a) R$ 0,0899 ou (b) R$ 0,089 elevado a 9?
Eu tive essa dúvida. Por isso, recorri a um comitê formado por professores de matemática em formação pela USP. Eles concluíram que a resposta correta é a b. Logo, feitas as contas, descobre-se que cada xerox sai, na verdade, por R$ 0,00000000035. Barato!
domingo, julho 24, 2005
Peguei o JC pra cristo

O "Jornal do Condomínio" é meu passatempo preferido. Costumo assinalar os erros de ortografia como quem entra num jogo de caça-palavras. Na última edição, tive sorte: havia bastante trabalho a fazer. Em relação à língua portuguesa, os editores são subversivos. Não só erram, como criam palavras, testando os limites da linguagem. "Marremotos", por exemplo, seriam terremotos causados por marrecos? E um "cigarro acesso", seria um acesso especial para fumantes? "Comparmos" tornou-se um verbo dúbio, que tanto pode ser "comprarmos" como "compararmos". Há muito o que aprender com o JC - e olha que a gente só vê a grafia. Questões de estilo, como os lides que começam sempre com a palavra "Realmente" e o uso indiscriminado de "etc", tomariam todo o blog. Mas descobri algo que me deixou preocupado. Nesta última edição, os editores criaram um espaço para erratas. Com isso, ou os erros serão mais raros, ou a seção de erratas tomará 80% das futuras edições.
quarta-feira, julho 20, 2005
Virgem, porém universitária
Um deputado de Uganda propôs uma lei curiosa. Sulaiman Madada quer que o governo pague a faculdade das meninas ugandesas que chegarem virgens ao fim do Ensino Médio. Para ter direito ao benefício, as candidatas deverão passar por um exame ginecológico. Quem preenche o requisito e quer estudar em Uganda pode clicar aqui
Tirou zero? Seu sucesso foi adiado.
A palavra "fail" (falhar) deveria ser banida das salas de aula inglesas. Em seu lugar, deveriam usar "deferred success" (algo como 'sucesso adiado') para não desmoralizar as crianças. É o que defende a PAT, a associação de professores daquele país. Notícia completa, em inglês, aqui
It´s raining man
Está chovendo homem - mas não do jeito que a Gloria Gaynor imaginava. Um senhor se jogou do décimo andar do prédio que fica na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. Quase acertou num pedestre, o que levaria mais um para o outro mundo. Isso, aliás, ele já fez duas semanas atrás, quando atirou num estudante vizinho de apartamento - por causa do barulho que fazia, disseram. A nota completa, aqui
Culto à chaleira
Fanáticos malaios que cultuavam uma chaleira gigante (a notícia fala de um 'bule de chá') foram presos depois que a sede da curiosa seita foi incendiada. Provavelmente alguém esqueceu o fogão aceso... Veja a notícia completa aqui
terça-feira, julho 19, 2005
Um homem chamado cavalo
Não, não é aquele filme que a Globo passava nos anos 70... É bem pior. Diz a nota: "Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos freqüentado por zoófilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda-feira". (veja a nota completa)
Crase ataca Nova York

O office-boy de Pasquale, o professor, me confidenciou que está inquieto. Ele, que já foi a Nova York e gosta da cidade, não costuma usar artigo antes do nome daquela que já foi chamada de Nova Amsterdã numa época em que lá só havia vícios, desordem e corrupção - algo como a Brasília de hoje, só que sem Niemeyer. Afinal, continuou, ninguém diz "A Nova York está barulhenta hoje" ou "vou na Nova York e já volto", a não ser, nesse último caso, que seja uma padaria ou bairro da zona leste. Por isso, causou estranheza a crase em "viagens à Nova York". Bom entendedor que é, o valoroso assistente imaginou ali uma possível ausência do complemento "cidade" - "viagens à cidade de Nova York, vá lá, é o que queriam dizer", pensou ele - mas não havia "cidade" no texto. Assim, pensou, fosse ele o autor, escreveria simplesmente "a Nova York", forma tão elegante quanto a Big Apple.
quinta-feira, julho 14, 2005
No meio do caminho de "Lost" tinha uma crase

Lost é um seriado popular na TV fechada. Sei disso porque já vi pontos de ônibus decorados com publicidade da série. Também é popular em alguns PCs, pois conheço quem (quem?) consiga episódios via internet antes mesmo da exibição no Brasil. (Eu mesmo nunca vi, mas sei que envolve um acidente misterioso e pessoas que mal se conhecem, presas numa ilha perdida. Como já sei mais que a maioria da população brasileira, posso escrever sobre isso sem remorso.) Aqui, contudo, o mistério é outro. O que teria pensado o repórter quando cometeu uma crase antes de Lost? Enviei um e-mail ao famoso professor Pasquale, que, quando não era tão famoso assim, me ensinou português no cursinho da rua Tamandaré, em 1987, e hoje corrige jornalistas por todo o País, certamente ganhando bem mais que salário de professor. Como era de se imaginar, não tive resposta - acho que ele não se lembra mais de mim. Assim, presumo que, como "lost", em inglês, pode ser tanto "perdido" como "perdida" ou mesmo "perda", sou forçado a entender, até por questões de corporativismo e defesa da classe, que o repórter (ou seria a repórter?) preferiu o gênero feminino e tascou - justificadamente, portanto - a crase. Agora, sim, posso assistir "à" Lost tranquilamente...
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